BLOG DA YUNA

Fique por dentro de todas as novidades!

12 / jan / 2026

Técnicas de fonoaudiologia ajudam na recuperação pós-AVC

Depois do AVC, cada forma de comunicação importa. Entenda o papel da fonoaudiologia neste processo

 O Acidente Vascular Cerebral (AVC) costuma provocar impactos que vão além da mobilidade. Ele pode afetar profundamente a comunicação e a forma como o paciente se relaciona com o mundo ao seu redor. E é justamente nesse intervalo entre o hospital e o retorno ao lar que a transição de cuidados oferece o suporte necessário nesse processo.

Afinal, a reabilitação não acontece de forma imediata. Ela se constrói em etapas, no tempo do corpo e da mente, e muitas vezes começa antes mesmo da fala retornar. Começa na tentativa de se expressar, no esforço para ser compreendido e no desejo de voltar a se comunicar com o mundo.

Para quem passa por um AVC, e também para quem acompanha esse processo de perto,  como familiares, a dificuldade de comunicação costuma ser uma das experiências mais desafiadoras. Não conseguir dizer o que sente, o que pensa ou o que precisa pode gerar frustração, insegurança e sensação de isolamento.

Frente a este cenário, a fonoaudiologia assume um papel essencial e, hoje, conta com abordagens que ampliam esse processo e respeitam o tempo neurológico e emocional de cada pessoa. Duas delas têm se tornado importantes aliadas nesse momento: o Processamento Gestáltico da Linguagem (PGL) e a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA). E será sobre isso que o conteúdo YUNA irá abordar hoje.

O papel da fonoaudiologia na recuperação pós-AVC

Na transição de cuidados, o fonoaudiólogo tem um papel importantíssimo: sustentar a comunicação enquanto a pessoa reaprende a se expressar. Não se trata apenas de avaliar habilidades, mas de acompanhar um momento delicado, em que o paciente tenta se reconectar com a própria voz, com o outro e com o mundo ao redor.

O trabalho do fonoaudiólogo começa pela escuta atenta. É ele quem observa como aquela pessoa tenta se comunicar, seja por palavras, gestos, entonações, expressões ou blocos de linguagem, e reconhece que cada tentativa carrega intenção e significado. Esse olhar reduz cobranças inadequadas e ajuda a transformar pequenas conquistas em avanços reais no dia a dia.

Durante esse período, o especialista atua como um facilitador da comunicação, oferecendo estratégias que permitem ao paciente continuar se expressando mesmo quando a fala ainda não está organizada. Ao orientar o uso de abordagens como o Processamento Gestáltico da Linguagem (PGL) e a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), o fonoaudiólogo contribui para preservar a autonomia, a participação e o vínculo com a família.

Além disso, o fonoaudiólogo tem um papel fundamental junto aos familiares e cuidadores. Ao explicar o que está acontecendo, orientar como responder às tentativas de comunicação e ajustar expectativas, ele ajuda a construir um ambiente mais acolhedor, em que o paciente se sente compreendido e respeitado em seu tempo.

Na transição de cuidados, o trabalho não é apressar resultados, mas acompanhar o processo. É garantir que a comunicação não seja interrompida, mesmo que ela precise acontecer de outras formas. E é justamente essa presença contínua, sensível e técnica que transforma a reabilitação em um caminho possível e sustentável.

Novas abordagens em fonoaudiologia e o papel do suporte inicial

Nos últimos anos, a fonoaudiologia ampliou seu repertório de abordagens voltadas à comunicação. Entre elas, destacam-se o Processamento Gestáltico da Linguagem (PGL) e a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA).

Essas estratégias não fazem parte do tratamento aprofundado realizado na transição de cuidados, mas podem ser reconhecidas como ferramentas importantes no suporte inicial, na observação clínica e no direcionamento do paciente para o acompanhamento adequado após essa fase.

1. Processamento Gestáltico da Linguagem (PGL): respeitar o todo para reconstruir a comunicação

O Processamento Gestáltico da Linguagem (PGL) parte da ideia de que a linguagem não se desenvolve, necessariamente, palavra por palavra. Em muitos casos, especialmente após lesões neurológicas, a comunicação surge em blocos, padrões e sequências que carregam significado mesmo antes da fala estruturada.

Essa abordagem valoriza:

  • a intenção comunicativa
  • os padrões naturais de expressão
  • o contexto em que a comunicação acontece

Na prática, o PGL permite que o paciente se comunique mesmo quando ainda não consegue organizar palavras isoladas com clareza. O método respeita o tempo neurológico de reorganização do cérebro e evita forçar processos que ainda não estão prontos para acontecer.

2. Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA): sustentar a voz enquanto a fala se reorganiza

A Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) entra em cena quando a fala ainda não está disponível ou precisa de suporte. Ela não substitui a linguagem verbal, mas oferece caminhos para que a pessoa continue se expressando, fazendo escolhas e participando da vida cotidiana.

Os recursos de CAA podem incluir:

  • gestos e expressões corporais
  • pranchas de comunicação
  • símbolos e imagens
  • dispositivos ou recursos digitais

Mais do que ferramentas, esses recursos funcionam como pontes. Eles devolvem ao paciente a possibilidade de se posicionar, expressar vontades, sentimentos e necessidades, algo essencial para preservar autonomia e identidade.

Durante a transição de cuidados, a CAA ajuda a reduzir o sentimento de impotência que muitas vezes acompanha as dificuldades de comunicação após o AVC.

Comunicação, autonomia e vínculo

Quando a comunicação encontra apoio adequado, o impacto vai além da expressão verbal. O paciente passa a:

  • se sentir mais seguro
  • participar mais ativamente das decisões
  • manter vínculos com familiares e cuidadores
  • reconhecer-se como sujeito do próprio processo.

Para a família, esse suporte também é fundamental. Aprender a escutar de outras formas, reconhecer sinais e respeitar o tempo do outro transforma a relação de cuidado em algo mais leve e menos angustiante.

O cuidado que respeita o tempo do corpo

A reabilitação após um AVC não acontece de uma vez. Ela se constrói em camadas. Primeiro, a segurança. Depois, a funcionalidade. Em seguida, a ampliação da comunicação, da autonomia e da participação social.

Na transição de cuidados, a fonoaudiologia cumpre um papel essencial nesse início: proteger, orientar, observar e preparar o caminho. Cada intervenção acontece no tempo certo, respeitando o momento clínico e a complexidade de cada história.

Afinal, cuidar bem também é saber quando intervir, como intervir e quando encaminhar. E isso faz parte de um cuidado.

 

YUNA: compromisso com a segurança e qualidade do cuidado

O modelo de atuação da YUNA alia protocolos baseados em evidências, atendimento multidisciplinar e infraestrutura alinhada aos melhores padrões internacionais. Cada paciente recebe cuidado individualizado, com foco em segurança, continuidade e recuperação sustentável.

A ênfase na multidisciplinaridade permite a gestão do cuidado, estimulação funcional e suporte emocional; tudo para favorecer a retomada segura ao lar.

Se deseja conhecer esse trabalho de perto e visitar o espaço, agende uma visita: www.yuna.com.br

A instituição atende convênio e particulares, respeitando a elegibilidade dos casos.